Por onde anda Renato Russo?
- Marcelo Gonzales

- 28 de nov. de 2021
- 3 min de leitura
(Matéria publicada no Jornal Diário da Manhã - Pelotas/RS em 27,28 e 29/11 Pág. 10)
Como seria bom, se, para responder essa pergunta/título, tivesse a citação de um lugar aqui nesse nosso Brasil. E ele estivesse ainda entre nós... Mas cada um tem seu tempo e durante seu período aqui na Terra esse artista ímpar marcou uma geração e continua comovendo e encantando muita gente!
Além de sua atuação nos vocais do maravilhoso Legião Urbana, Renato Russo lançou 05 trabalhos: Duetos em 2010, Presente em 2003, O Último Solo em 1997, Equilíbrio Distante em 1995 e The Stonewall Celebration Concert em 1994.
Seu primeiro trabalho solo, de 1994, The Stonewall Celebration Concert nos trouxe 21 canções num pensamento de fazer um recital de voz e piano ao qual o objetivo seria arrecadar fundos para o movimento Ação da Cidadania Contra a Fome, de Betinho, recital esse -gravado com intensidade em seu apartamento em Ipanema, Rio de Janeiro- que nunca aconteceu mas que nos deixou essa carta de amor em formato de canções, revelação feita pelo próprio Renato Russo quando na divulgação do lançamento: “O disco inteiro é como uma carta de amor, de um homem para outro homem.” Contém, entre outras canções, Cherish, sucesso de Madonna, e Cathedral Song, talvez a mais popular desse disco, e a produção do álbum também fez questão de apoiar a Organização Ecológica Universal conhecida internacionalmente como Greenpeace, a Sociedade Viva Cazuza e a ABIA – Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS.
Eis que em dezembro de 1995 chegam às lojas de todo País o disco Equilíbrio Distante, seu segundo álbum solo, chamado por Renato como “The italian album”, onde, após se aprofundar nas canções italianas numa época (das canções) de um pop contemporâneo, Renato percebeu semelhanças na temática e letras das canções da Legião e ao contrário do primeiro álbum solo, esse já teve toda produção mais refinada, com arranjos mais sofisticados e interação de músicos profissionais. Além da produção compartilhada com Carlos Trilha esse álbum nos trouxe 13 deliciosas canções e mais uma faixa bônus (somente na coletânea/caixa de cd’s) Il Mondo Degli Altri em versão rock. Atingiu a marca de 1,5 milhão de cópias vendidas.
Gravado no Discover Digital Studio, no Rio de Janeiro, com gravações de 1994, 1995 e 1997 em seu repertório, O Último Solo foi lançado após a partida de Renato Russo. Contém canções que não foram aproveitadas em seus outros discos sem a Legião. 08 canções que nos afagam o coração e nos deixam com saudade de épocas passadas, mas não tão distantes... Faço um destaque para a canção The Dance que é daquelas que te leva pra longe...
“Muito mais do que o guru de toda uma geração e um dos principais ícones do Rock Brasil, à frente da banda que fundou há 20 anos, o carioca Renato Manfredini Júnior entrou para a história da música popular como um dos principais compositores brasileiros do século XX.”, essa declaração está descrevendo Renato Russo e muito mais logo no primeiro parágrafo do texto escrito por Marcelo Fróes em 2003 e impresso no encarte do álbum Presente, lançado em 2003, onde dou destaque para as entrevistas gravadas, respectivamente em 1994, 1995 e 1996 com falas excepcionais do próprio Renato. Renato foi perfeito em todas as suas falas gravadas nesse cd! Participações em canções de Leila Pinheiro, Paulo Ricardo, Erasmo Carlos...
E, fechando o pacote de álbuns de Renato Russo, temos Duetos, lançado em 2010, com participações de Fernanda Takai, Marisa Monte, Cássia Eller, 14 Bis, Erasmo Carlos, Paulo Ricardo, Zélia Duncan, Caetano Veloso, Laura Pausini, Leila Pinheiro, Célia Porto, Dorival Caymmi, Adriana Calcanhoto, Herbert Vianna e Cida Moreira. Até entendo que temos nesse álbum canções já retratadas no álbum anterior, mas, vamos combinar que os fãs de Renato Russo mereciam esse álbum. Destaque para a obra prima Celeste com a participação da já citada Marisa Monte deixando esse registro primoroso e eterno... E, com essa canção, deixo um abraço a todos e vamos de música! Sempre!








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