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O Dia Em que a Terra Parou Para Ouvir Raul!

  • Foto do escritor: Marcelo Gonzales
    Marcelo Gonzales
  • 9 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Hoje não é só mais um dia, o mundo celebra Raul Seixas com o lançamento no Fantástico, em 1977, de um clipe que atravessa o tempo e nos convida a ouvir, sentir e pensar. Hoje, o Que Dia é Hoje? para nós se faz inteiro em torno de Raul, porque tocar Raul é tocar memórias, tocar infância, juventude, sonhos e revoltas. É lembrar que há de ser tudo da lei, que a liberdade é um manifesto diário, que cada acorde é magia pura.


 “Faz o que tu queres, há de ser tudo da lei.” (Sociedade Alternativa)


Raul Seixas não é apenas música, é filosofia, é choque de realidade, é luz e energia. Mesmo quando o tempo passa, ele permanece vivo na nossa memória, atravessando gerações. Jovens que nunca o conheceram na rádio dos pais ou em fitas cassete, ainda hoje descobrem e se apaixonam pelo rock, pelas ideias, pelo espírito rebelde e genial.


Outubro de 1980 marcou o lançamento do álbum Abre-te Sésamo, e mesmo que não tenhamos a data exata, sabemos que ele chegou ao mundo carregado de coragem. Músicas como Rock das “Aranha” e Aluga-se enfrentaram censura e se tornaram símbolos de irreverência e audácia. Raul era rústico, visceral, brasileiro, e também assim é Capim Guiné, música que respira terra, raiz e o sopro de uma vida intensa.


E como não lembrar de Gita ou de Meu Amigo Pedro, Ouro de Tolo, Tente Outra Vez, Maluco Beleza, Metamorfose Ambulante? Cada canção é um portal. Cada vinil tocado é memória que dança. Raul nos ensinou que não se trata de vencer, mas de sentir, de ser, de existir em liberdade.

 

Hoje, com anos do lançamento do clipe, a experiência permanece. É como se a imagem desse mestre surgisse diante dos nossos olhos e nos falasse direto, em cores, luz, movimento, trazendo à tona tudo aquilo que ouvimos, sentimos e guardamos em nós desde o primeiro acorde. É o passado que se encontra com o presente, é a música que não envelhece, é Raul que nunca morreu.


E não é só a emoção do hoje. É a força da discografia, do legado. Cada álbum... Krig-ha Bandolo!, Gita, Novo Aeon, Abre-te Sésamo, é uma viagem, um manifesto, uma oportunidade de entender a sociedade, a liberdade, a poesia e o absurdo da vida. Raul dialogou com o ontem, o hoje e o amanhã, sempre provocando, sempre lembrando que a vida não pode ser engessada, que a rebeldia é necessária e que a música é sagrada.


Então eu paro e escuto, e você deve parar também. Hoje celebramos Raul com o clipe, mas cada segundo de vinil, cada letra, cada acorde, é uma eternidade. É impossível ouvir “Ouro de Tolo” sem refletir sobre o valor da vida, é impossível ouvir Sociedade Alternativa sem sentir a liberdade explodindo dentro de nós, é impossível ouvir Capim Guiné sem perceber a poesia no simples, no rústico, no brasileiro

.

E se você me perguntar o que sobra depois de tudo isso, eu respondo com o grito que atravessa o tempo: TOCA RAUL!


E amanhã? Amanhã tem mais música, mais história, mais emoção, mais Raul. Te espero de novo no Que Dia é Hoje? para continuarmos essa viagem pelo tempo, pela memória e pelo rock que atravessa gerações.


 
 
 

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