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Marcos Jobim lança Singelinha no Mistura Fina: um convite ao silêncio e à contemplação

  • Foto do escritor: Marcelo Gonzales
    Marcelo Gonzales
  • 11 de set. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 18 de set. de 2025

                                                                                                                                   Imagem: @zecarlosdeandrade
                                                                                                                         Imagem: @zecarlosdeandrade

Na noite desta quinta-feira, 11 de setembro de 2025, Porto Alegre recebe um presente especial: o lançamento de Singelinha, novo álbum do cantor, compositor e multi-instrumentista Marcos Jobim. O show gratuito acontece no Teatro Oficina Olga Reverbel, Multipalco Eva Sopher, às 19h, como parte da programação do Projeto Mistura Fina, e marca a chegada de um trabalho que convida à desaceleração, ao silêncio e à escuta atenta em tempos de excesso e ruído.

 

Mais que um simples lançamento, Singelinha propõe um respiro estético e existencial. Com 13 faixas (10 canções e 3 instrumentais), o disco passeia entre a música popular brasileira e a música de câmara, equilibrando sutileza, densidade poética e riqueza de arranjos. As composições de Jobim ganham vida com instrumentação refinada, cordas, sopros, percussões acústicas, resultando em um tecido sonoro que parece cultivar delicadeza como forma de resistência.

 

Mistura Fina: palco de diversidade e encontros


O Projeto Mistura Fina é uma das mais importantes iniciativas culturais em Porto Alegre. Conhecido por abrir espaço a diferentes linguagens artísticas, o programa tem como essência promover diversidade, estimular a reflexão estética e oferecer ao público apresentações gratuitas de alta qualidade. Ao abrigar o lançamento de Singelinha, o Mistura Fina reafirma seu papel como ponto de encontro entre artistas inovadores e plateias abertas a novas experiências sonoras.

 

Marcos Jobim: entre caminhos solos e parcerias 

Marcos Jobim vem construindo uma trajetória marcada pela versatilidade. Em duo com Cruz, lançou o EP Solidão e o álbum Desencontro. Em carreira solo, estreou com Ensaio Sobre a Vida e o Tempo (2022), onde explorou sonoridades contemporâneas e influências de jazz e bossa nova. Antes de Singelinha, o artista lançou uma série de singles que já antecipavam sua busca por espaços de contemplação: Silêncio, Eu Vou, Um Sol Qual Luar, Um Novo Sol e Clarice.

 

Com Singelinha, Jobim parece consolidar um novo momento criativo: mais introspectivo, mais próximo da música camerística e de um conceito de “resistência pela delicadeza”. A presença de músicos como Ana Schmidt (violino), Ariane Rovesse (clarinete), Edu Martins (contrabaixo), Sabryna Pinheiro (trombone) e Wilthon Matos (tuba), entre outros, amplia a paleta sonora e reforça a dimensão coletiva do trabalho.

 

Possíveis repercussões e importância

Lançado em um contexto de saturação de estímulos, Singelinha se coloca como uma proposta contracorrente. Sua importância está justamente na ousadia de desacelerar: oferecer ao público um espaço de contemplação e escuta ativa. Para além da cena local, o álbum pode dialogar com tendências globais de valorização do “slow”, atraindo ouvintes interessados em experiências musicais que resgatam o silêncio como estética e filosofia.

 

Ficha técnica 

Artista: Marcos Jobim

Álbum: Singelinha (2025)

Produção / arranjos / mixagem: Pablo Schinke

Masterização: Marcos Abreu

Participações: Ana Schmidt (violino), Ariane Rovesse (clarinete), Bruno Coelho (percussão), Edu Martins (contrabaixo acústico), Sabryna Pinheiro (trombone), Wilthon Matos (tuba), Walter Schinke (contrabaixo em “Singelinha – Camerata”), Betina Pegorini (voz em “Clarice”)

Estúdios de gravação: Bira e Bem-te-vi

Cenografia do show: Ana Negra Medeiros

Iluminação: Carlos Azevedo

 

Um convite aberto 

Mais que um lançamento, Singelinha é um gesto de partilha: um chamado ao público para se reunir em torno da música como espaço de calma, delicadeza e resistência. No palco do Mistura Fina, Marcos Jobim abre uma janela para o silêncio, e talvez seja justamente aí que sua voz soe mais alta.

 
 
 

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