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Entre Rugidos e Acordes: 23 de Setembro, o Dia em que o Rock Não Dormiu.

  • Foto do escritor: Marcelo Gonzales
    Marcelo Gonzales
  • 23 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

No dia 23 de setembro, sinto que a música me puxa para o convés de um navio imaginário. Cada álbum lançado nesta data é uma vela erguida, cada riff de guitarra um vento que sopra e me leva para mares diferentes do rock. Não é exagero dizer que hoje é um dia consagrado ao peso, às coletâneas históricas e à imortalidade do palco.

Começo meu percurso em 1997, quando o Dream Theater lançou Falling Into Infinity. Aquele disco abriu novos horizontes no progressivo, equilibrando virtuosismo técnico com melodias acessíveis. Lembro de escutar as camadas de teclado e as guitarras de Petrucci como se fossem ondas que vinham e iam, sempre trazendo algo novo. Os fãs de prog sabem: esse é o tipo de álbum que a cada audição revela um detalhe escondido, como um mapa secreto rabiscado no fundo do vinil.

E seguimos para 2002, quando os britânicos do Saxon lançaram a coletânea Heavy Metal Thunder. Ali estavam destilados clássicos da New Wave of British Heavy Metal, gravados novamente com a energia de quem nunca perdeu o fôlego. A cada acorde, eu consigo imaginar o rugido das motos, o couro, o metal brilhando sob as luzes do palco. Saxon nunca deixou de ser estrada, gasolina e pura devoção ao heavy metal.

No mesmo 23 de setembro de 2003, Alice Cooper nos presenteava com The Eyes of Alice Cooper. Ali ele resgatava a crueza de seus primeiros dias, um garage rock cheio de sarcasmo e teatralidade. É impossível não imaginar a plateia incendiada, olhos pintados e braços erguidos, enquanto o “pai do shock rock” entregava mais um capítulo à sua extensa ópera sombria. Esse disco cheira a suor de palco, a guitarra sem polimento, a rock’n’roll na veia.

Também em 2003, o Pantera dava seu rugido quase póstumo com The Best of Pantera: Far Beyond the Great Southern Cowboys' Vulgar Hits!. Uma coletânea que resume a brutalidade de Dimebag Darrell e Phil Anselmo. Cada faixa é um soco no estômago, uma lembrança viva das arenas em que a parede de som do Pantera transformava multidões em um mar de cabeças batendo no mesmo compasso. É impossível não sentir o peso, impossível não sentir saudade.

Entre essas ondas pesadas, dois faróis iluminam ainda mais o dia, o nascimento de Ray Charles em 1930 e de Bruce Springsteen em 1949. Ray, com sua voz inconfundível e seu piano que cruzou gospel, blues e soul, abriu caminhos para que a música fosse emoção pura. Bruce, o eterno Boss, deu ao rock aquela aura de trabalhador incansável, com suas narrativas de estrada e esperança. Dois aniversariantes que, mesmo em estilos distintos, lembram a todos nós que a música é ponte, é resistência e é celebração.

E assim, nesse 23 de setembro, sigo até hoje, navegando entre riffs e vozes, entre coletâneas e álbuns que marcaram gerações. O cheiro do palco está no ar, o coração bate mais rápido, e cada lembrança se mistura com a expectativa do próximo show, do próximo vinil, do próximo acorde. O rock não dorme. O heavy metal não descansa. E eu sigo, sempre, grato por poder fazer parte dessa viagem sonora.

 
 
 

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