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Eddy Teddy — O som, a vida e o legado

  • Foto do escritor: Marcelo Gonzales
    Marcelo Gonzales
  • 2 de out. de 2025
  • 2 min de leitura
A história do rock brasileiro merece esse cuidado, Eddy Teddy merece essa festa.
A história do rock brasileiro merece esse cuidado, Eddy Teddy merece essa festa.

Quando li algo a respeito do livro escrito por Luiz Teddy, filho de Eddy, não hesitei em entrar em contato para colher mais informações. Minha leitura e pesquisa me mostraram que este livro não é só uma biografia, é um mapa afetivo de uma cena, um tesouro de arquivos e um convite para entender como o rockabilly enraizou-se no coração de São Paulo. Enveredei como pesquisador, colecionador e curioso, e saio deste mergulho com a sensação de que estamos diante de um essencial resgate cultural.


Eddy Teddy (Eduardo Alberto da Silva Moreira, 1950–1997) foi daqueles personagens que a história oficial costuma esquecer, mas que o movimento preserva com devoção: fundador de bandas como Coke Luxe e Rockterapia, idealizador do Clube do Rockabilly e presença constante nos encontros de colecionadores e programas de rádio que mantiveram a chama do rock & roll viva em tempos de acesso restrito à informação. Sua trajetória atravessa os palcos e a vida cotidiana, conciliando carreira corporativa, família e um amor absoluto pela música. Essas facetas são detalhadas no livro que Luiz organizou com diários, registros e arquivos da família.


Busquei nos arquivos disponíveis, Discogs, registros de fanzines, páginas do próprio projeto do livro e redes sociais dos envolvidos, e encontrei ecos da atuação de Eddy em discos, compactos e no circuito paulistano dos anos 80 e 90. O compacto Não beba, papai, não beba (1983) e o LP Rockabilly Bop (1984) da Coke Luxe aparecem como marcos discográficos que ajudam a traçar o pulso do movimento no Brasil. Encontrar essas peças é entender também como se formou uma rede de apaixonados que trocava discos, fitas e confidências em encontros que hoje o livro recupera com carinho.


O lançamento do livro é, portanto, uma festa com sentido de celebração e reconstituição de memória. A data está marcada para domingo, 5 de outubro de 2025, a partir das 15h, no Rockwheels (R. Rui Barbosa, 168 – Bela Vista, São Paulo – SP), que abre suas portas para DJs temáticos, venda e sessão de autógrafos, tributos e o reencontro da formação original do The Krents, com Marcos Piu Piu e Luiz Teddy no palco, prometendo fechar a noite com um set que liga passado e presente. Se você ama vinil, noites de rock e a sensação única de participar de um reencontro histórico, este é um evento para anotar.


Para quem quis garantir o livro antes, e apoiou o projeto, houve uma campanha/pré-venda registrada em plataforma de financiamento, com edições impressas e opções de envio, um caminho que levou o registro para casa e, ao mesmo tempo, deu apoio a preservação desta memória musical. No dia 5, Luiz estará vendendo e autografando exemplares, uma oportunidade singela e preciosa para quem coleciona histórias e objetos.


Convido você, leitor, colecionador, curioso, a vir celebrar conosco. Leve um amigo que ache que rockabilly é apenas um rótulo, este encontro mostra que é muito mais, é família, é documentário em vida, é reencontro de gerações. Eu estarei lá, de olho nos detalhes, anotando para os arquivos e, claro, comprando um exemplar para a minha coleção. A história do rock brasileiro merece esse cuidado, Eddy Teddy merece essa festa.

 
 
 

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