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Comemorando Planeta Fome

  • Foto do escritor: Marcelo Gonzales
    Marcelo Gonzales
  • 16 de set. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 18 de set. de 2025

Planeta Fome é muito mais que um álbum: é uma obra que atravessa tempo, emoção e história.
Planeta Fome é muito mais que um álbum: é uma obra que atravessa tempo, emoção e história.

Hoje, 13 de setembro, celebramos o lançamento de Planeta Fome, um álbum que marcou não apenas a carreira de Elza Soares, mas a própria história da música popular brasileira. Lançado em 2019, este disco chegou como um sopro de resistência, beleza e reflexão, lembrando-nos da potência de uma artista que transformou adversidades em arte. Hoje, ao olharmos para essas faixas, sentimos a força e a coragem de Elza, que aos 89 anos seguia firme, mostrando que a fome que ela canta é simbólica, fome de justiça, de liberdade e de expressão.

Revisitar Planeta Fome neste dia é mais do que lembrar de um lançamento; é celebrar uma trajetória de vida e música, é reconhecer a importância de uma voz que nunca se calou. Cada acorde, cada verso, cada participação especial no álbum nos convida a mergulhar em sua história, nas lutas e vitórias que moldaram Elza Soares como uma das maiores intérpretes que o Brasil já produziu.

Infância e Início da Carreira

Elza Soares nasceu em 23 de junho de 1930, no subúrbio do Rio de Janeiro, e desde cedo sua vida foi marcada por dificuldades. Forçada a um casamento aos 12 anos e já aos 21 viúva, ela aprendeu a transformar dor em força. Foi no programa Calouros em Desfile, apresentado por Ary Barroso em 1953, que ela lançou sua carreira, e ao ser questionada sobre sua origem, respondeu com a frase que viraria marca registrada: “Do planeta fome”. E assim, desde o início, Elza carregava a potência de quem veio para resistir e brilhar.

Casamento com Garrincha

O encontro com o famoso jogador de futebol Garrincha em 1962 mudou sua vida pessoal e pública. Moraram juntos a partir de 1966, enfrentando polêmicas, perseguições da imprensa e dificuldades domésticas. Juntos tiveram um filho, Manuel Francisco dos Santos Júnior, apelidado de Garrinchinha. O casamento terminou em 1982, mas o legado dessa união, entre amor e desafios, permanece vivo na narrativa de sua vida e música.

Carreira Musical

A voz de Elza Soares é uma das mais singulares da música popular brasileira. Ela transitou por samba, jazz, MPB e até música eletrônica, sempre com ousadia. Álbuns como A Mulher do Fim do Mundo (2015) e Deus é Mulher (2018) já haviam consolidado sua posição como uma intérprete de referência, mas Planeta Fome é um mergulho profundo em sua maturidade artística, onde cada faixa carrega história, memória e resistência.

O álbum Planeta Fome abre com “Libertação”, vibrante, com a participação de BaianaSystem e Virgínia Rodrigues. Ritmo e mensagem se encontram, convidando a gente a refletir sobre liberdade e resistência, é como se Elza nos lembrasse que a música pode ser uma arma e um abraço ao mesmo tempo.

Em “Menino”, vemos Elza como compositora. A faixa toca no tema da esperança e da proteção, trazendo uma intimidade delicada que nos faz sentir que ela está nos contando suas próprias memórias afetivas, nos envolvendo com sua humanidade e sensibilidade.

“Brasis”, por sua vez, é quase uma viagem sonora pelo país, com a participação de Seu Jorge. Cada verso reflete a pluralidade e complexidade do Brasil, alternando críticas e celebrações, pintando com palavras e música a diversidade cultural, social e emocional do nosso país. É um retrato sonoro que nos conecta diretamente à experiência de viver e sentir o Brasil.

Foto: divulgação
Foto: divulgação

Planeta Fome é muito mais que um álbum: é uma obra que atravessa tempo, emoção e história. Cada faixa, cada participação, cada letra, nos aproxima da voz de Elza Soares, potente, resistente e profundamente humana.

 

 Ficha Técnica de Planeta Fome

  • Artista: Elza Soares

  • Título: Planeta Fome

  • Data de Lançamento: 13 de setembro de 2019

  • Gravadora: Deckdisc

  • Produtores: Rafael Ramos e Elza Soares

  • Gravação: Estúdio Tambor, Rio de Janeiro

  • Participações Especiais: BaianaSystem, Orkestra Rumpilezz, Virgínia Rodrigues, BNegão, Pedro Loureiro e Rafael Mike

  • Gêneros: MPB, samba, rock alternativo

  • Duração: 42 minutos e 10 segundos

  • Capa: Laerte Coutinho

 

E se você se deixou tocar por essas histórias e ritmos, fique atento: no próximo mergulho, vamos explorar outra obra marcante da música brasileira, cheia de nuances, surpresas e lembranças que prometem emocionar e encantar ainda mais, ou quem sabe falar de um show, de alguém que partiu, nasceu...

 
 
 

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